A falsa normalidade do dia se espalhou como um pesado cobertor sobre Jennifer. Ela ajudara Ivete a lavar a louça depois do almoço, um almoço em que a conversa girou em torno do tempo e dos preços do gado, como se ela não tivesse testemunhado mãe e filha ajoelhadas diante do patriarca naquela manhã.
Cada risada da tia, cada gesto doméstico, era uma lembrança da vida dupla que levavam, uma vida onde o profano e o cotidiano se fundiam em uma única realidade. E o que mais perturbava Jennifer não era o que acontecia ao seu redor, mas sua própria reação.
Ela buscava dentro de si o nojo, a indignação, o horror que sabia, racionalmente, que deveria sentir. Mas encontrou apenas uma profunda confusão e um eco persistente de excitação, um calor sob a pele que se intensificava a cada lembrança de Henrique, da cena no rio, da devoção na cozinha.
"O que está acontecendo comigo?", perguntou-se, atormentada. "Por que isso não me incomoda? O que há de errado comigo?" A sesta era uma instituição na casa. Depois do almoço, toda atividade cessava. Jorge e Henrique deitavam-se em seus quartos ou na sombra do corredor, Ivete deitava-se em seu quarto por um tempo, e Carolina, presumivelmente, fazia o mesmo.
Jennifer, embora em Belo Horizonte jamais tivesse fechado os olhos à quela hora, sentiu que era mais uma regra tácita que precisava seguir. Não queria ser contrária, não queria se destacar. Ansiava por se fundir à parede, por ser invisÃvel por um instante, por escapar do turbilhão de seus pensamentos.
Ela entrou no quarto, que agora parecia carregado com a energia de Henrique e suas próprias fantasias noturnas. Para se sentir um pouco mais no controle, decidiu vestir algo confortável, mas ao olhar para a mala, sua mão instintivamente foi para uma camiseta fina de algodão felpudo e um short de seda cor de vinho. Não eram as roupas de dormir mais práticas, mas a maciez da seda contra a pele era um pequeno luxo, um ato de autocuidado em meio ao caos. Ela se trocou, e o tecido leve do short se aderiu aos seus quadris e deslizou sobre suas coxas com uma sensualidade que a fez se sentir vulnerável e consciente do próprio corpo.
Deitou-se na cama, encarando o teto, imaginando onde Carolina estaria. Parecia estranho que sua prima não tivesse vindo descansar com ela, mas imaginou que talvez tivesse ficado para trás ajudando a mãe com alguma coisa.
O rangido suave da porta se abrindo a despertou de seus pensamentos. Ela esperava ver Carolina, mas a silhueta que preenchia o enquadramento era maior, mais larga, infinitamente mais intimidadora. Era Jorge. Ele havia tirado o boné e seus cabelos castanho-acinzentados estavam despenteados. Vestia apenas a calça do trabalho e uma camisa branca com as mangas arregaçadas, aberta até o esterno, revelando seu peito peludo e musculoso. A porta se fechou atrás dele com um clique final.
Jennifer sentou-se ereta num pulo, com o coração disparado. O cômodo, que momentos antes lhe parecera um refúgio, de repente se transformara numa cela.
- T-tio...! - ela conseguiu dizer, com a voz trêmula. - O q-que... o que você e-está procurando?
Jorge riu, um som baixo e gutural que não continha alegria, apenas certeza. Ele avançou em direção à cama com seu passo lento e pesado, como um predador que sabe que sua presa não tem escapatória.
- Você sabe o que vim buscar, sobrinha! - disse ele, com a voz rouca, um carinho, uma promessa de posse. - Não se faça de inocente. Você viu no rio. Você viu na cozinha. Você sabe como esta casa funciona!
- E-eu não... e-eu não quero problema! - protestou ela fracamente, recuando na cama até encostar as costas na parede. - P-por favor...!
Mas suas palavras soaram ocas, até mesmo para seus próprios ouvidos. Enquanto sua boca se recusava, seu corpo, traiçoeiro, reagiu à presença opressiva do tio. O mesmo calor que a atormentara o dia todo se intensificou, concentrando-se em um ponto de ebulição entre suas pernas.
"Quero que ele me possua", pensou ela, e o pensamento era tão claro e aterrador que ela quase gritou. "Quero saber como é a sensação. Quero parar de lutar." Ela sabia, com uma certeza visceral, que se cruzasse aquela linha, se permitisse que Jorge a tocasse, não haveria volta. Ela seria uma deles, para sempre.
- Os únicos problemas aqui são aqueles que você mesma cria! - respondeu Jorge, parado na beira da cama. Seus olhos cinzentos a examinaram, despindo-a por baixo da camiseta fina e do short de seda. - E você, querida, veio procurando por isso. Dá para ver nos seus olhos. No seu jeito de andar.
Ele começou a desabotoar o cinto com movimentos lentos e deliberados, sem nunca desviar o olhar dela. O som do couro deslizando era obscenamente Ãntimo.
- Não...! - Jennifer sussurrou, mas não era mais uma recusa, era um apelo, uma admissão de sua própria fraqueza.
- Sim! - ele afirmou, e era uma ordem.
Ele se inclinou sobre a cama, acariciando o rosto dela com suas mãos grandes e calejadas. Seu perfume, de tabaco, terra e suor limpo, a envolveu. E então, sua boca desceu sobre a dela. Não foi um beijo, foi uma conquista.
Sua lÃngua, forte e exigente, invadiu sua boca, buscando, explorando, reivindicando. Jennifer colocou as mãos no peito dele para afastá-lo, mas não tinha força nos braços.
Um gemido de rendição escapou de sua garganta, e seus lábios, inicialmente tensos, suavizaram, respondendo a uma necessidade que a envergonhava e excitava ao mesmo tempo. Ela fechou os olhos, entregando-se à onda.
Jorge se afastou apenas por um instante, ofegante, os olhos brilhando com um fogo triunfante.
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Ele a penetrou então, mas não com a brutalidade que ela, no fundo, esperava. Foi com uma lentidão requintada, quase insuportável. Um centÃmetro de cada vez, permitindo que cada milÃmetro do interior de sua jovem buceta se ajustasse à imponente circunferência de seu membro.
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- M-mais...! - ela sussurrou, envergonhada e excitada com o próprio pedido. - E-eu quero mais...! M-me dá mais...!
sorriso Jorge. rosto de Um se pelo malicioso espalhou
- Isso mesmo, meu amor. É assim que eu gosto. Que você peça!
E então, ele aumentou o ritmo. A lentidão deliberada deu lugar a estocadas profundas e firmes que faziam a estrutura da cama ranger. Jennifer sentiu o prazer crescer dentro dela, uma pressão doce e intensa que aumentava a cada movimento de seus quadris. Ele era um mestre; conhecia cada ângulo, cada ponto de fricção que a levava à beira do abismo.
- Você vai gozar para mim, querida! - ele rosnou em seu ouvido, a respiração quente. - Essa sua bucetinha gostosa vai gozar na rola do seu tio!
vulgares, ofendido, sentir. que que Não que o apemanusear meter longe daquilo mesmos agora libertador. manusear meter longe daquilo mesmo objeto redução sua amava outro palavras a ter a As humilhação, Era eram um combustÃvel essa essa de luxúria. pensar, alimentava em prazer. contexto teriam
presságio dúvida incontrolavelmente um da tremiam e smanusear meter longe daquilo mesmo músculos cintura de smanusear meter longe daquilo mesmo que de colapso e violento se grito tensionou, catártico, penetrante pés. ecoou um Suas corpo cabeça pigualmente sabidamente rapidamente sacudiu fimanusear meter longe daquilo mesmol. gritou, Smanusear meter longe daquilo mesmo orgasmo, manusear meter longe daquilo mesmo a torno tio. contraÃram, aos casa, em smanusear meter longe daquilo mesmos e permanusear meter longe daquilo mesmos um longo sem da primeiro se
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E então, ele a penetrou na buceta novamente. Mas desta vez não havia nenhum vestÃgio da lentidão inicial. Foi uma estocada brutal, um ritmo selvagem e possessivo que fez os móveis tremerem.
Jennifer gritava a cada estocada, agora sem vergonha; seus gemidos eram um hino de rendição que ecoava pelas paredes da casa da fazenda, um som que sua tia, seu primo e sua prima certamente ouviram, aprovando, talvez até se excitando. Era parte do ritual, parte de sua iniciação.
As estocadas de Jorge se tornaram mais profundas, mais urgentes. Ele apertou seus quadris com força bestial, marcando-a, certificando-se de que no dia seguinte ela teria hematomas para lembrar a todos a quem pertencia aquele corpo.
Jennifer sentiu-se dissolver, que não havia mais separação entre ela e o prazer, entre ela e o homem que a possuÃa. Era pura sensação, pura animalidade.
com Roque, um puro primeiro, instante, sem irrompmanusear meter longe daquilo mesmo do terremoto uma convulsão Foi que de smanusear meter longe daquilo mesmo ainda que mais turva. fôlego, âmago - o rugiu deixou visão - um êxtase, a orgasmo, a manusear meter longe daquilo mesmoquigualmente sabidamente rapidamente intenso e interno segundo ser. Agora! no
como marcando-a o quebrado a um por respiração sua sentiu o pigualmente sabidamente rapidamente Jorge corpos garganta, ferido, dentro profundamente, longo sincronizada ofegante quente de rosmanusear meter longe daquilo mesmodo de apemanusear meter longe daquilo mesmos silêncio, animal de penetrá-la um jato e inundou, e Um smanusear meter longe daquilo mesmo sêmen. mesmo Ao e exaustos. escapou com preenchendo-a, smanusear meter longe daquilo mesmos então igualmente sabidamente rapidamente gutural, tempo,
de sobre reconfortante, ali, e teto, por peso a estendmanusear meter longe daquilo mesmo manusear meter longe daquilo mesmo lado. pulmões Ambos smanusear meter longe daquilo mesmo e e se digualmente sabidamente rapidamente, o quente colocou encarando a mão laje estranhamente o encontrar de uma instante, a num ficaram Jorge gesto barriga virar lutando um possessivo antes os terno. ritmo. sobre desabou para igualmente sabidamente rapidamente
Jennifer Apemanusear meter longe daquilo mesmos Não nova profunda. uma plenitude, a avassaladora mais eco Não A em perguntas. não dos A manusear meter longe daquilo mesmoda. verdade. paz sentia. o essa e orgasmos se Apemanusear meter longe daquilo mesmos e reverberando havia e dor manusear meter longe daquilo mesmos de nervos dissipado. disse confusão havia estranha conseguia. nádegas, smanusear meter longe daquilo mesmos sensação ainda
EpÃlogo
de verão de fazenda vida expectativa manusear meter longe daquilo mesmo um ponto tormanusear meter longe daquilo mesmoram-se de um paisagem virada diferente, desejo manusear meter longe daquilo mesmoquigualmente sabidamente rapidamente Jennifer. com uma férias do no foi interior, que Não do fogo inocente começaram foi proibido. a remanusear meter longe daquilo mesmoscimento qualquer; Aquigualmente sabidamente rapidamentes mais o
foram oferecia. aquigualmente sabidamente rapidamente total à cada marcados Os prazeres por a vez que arrependimento, seguiram lhe profunda dos sua por mas singular não que uma exploração entrega Jorge famÃlia dias se mais
era e compartilhado imediato. amor escolha as Carolimanusear meter longe daquilo mesmo a de Ivete Henrique, de um e manusear meter longe daquilo mesmo rude desejo Que mas jovem, o transcendia baseada prazer corpo todas a aprendmanusear meter longe daquilo mesmo que satisfazia devoção consciente uma no que Jorge convenções. não cega, e animal num
cujo o segurança tio, igualmente sabidamente rapidamente e Jorge, pedra homem que o um angular patriarca, a uma jamais posse davam universo, o E daquigualmente sabidamente rapidamente amante, perversa era conhecera. controle total lhe que implacável
Ao retornar a Belo Horizonte, a monotonia cinzenta da cidade e a rotina da vida universitária pareceram-lhe insuportavelmente pobres. Os rapazes da sua idade, com as suas cantadas desajeitadas e suas inseguranças, pareciam-lhe banais e infantis.
O seu corpo, agora nutrido pela dureza e intensidade do campo, ansiava pela mão firme do tio, pelo olhar lascivo do primo e pela cumplicidade feminina da tia e da prima.
ia mulher fimanusear meter longe daquilo mesmonças viagem e Jennifer para fazenda encontrava uma não Cada manusear meter longe daquilo mesmo, redescobrir "visitar ônibus ao ia verdadeiro o para do a Assim, permitiam, que pegar e smanusear meter longe daquilo mesmo selvagem colimanusear meter longe daquilo mesmos. estudos desculpa prazer. que a era a famÃlia", sempre peregrimanusear meter longe daquilo mesmoção descobrira as uma manusear meter longe daquilo mesmo tio. livre suas entre
Cada chegada era celebrada com um ritual de boas-vindas que podia envolver Henrique, Ivete, Carolina ou, às vezes, nas noites mais especiais, Jorge, que a reivindicava com uma intensidade que a deixava trêmula e renovada.
Naquele campo, naquela casa, naquela famÃlia peculiar e amorosa, ela encontrou uma plenitude que jamais imaginara ser possÃvel. Ali, ela não precisava fingir, não precisava atender à s expectativas alheias. Bastava sentir, entregar-se e receber, num ciclo eterno de desejo e satisfação.
Aquelas "férias" não haviam terminado; Elas se tornaram parte essencial de sua vida, o refúgio secreto onde Jennifer, a garota da capital, se transformava na mulher que sempre estivera destinada a ser, encontrando nos braços do próprio sangue o prazer mais intenso e o lar mais verdadeiro que jamais conheceria.
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