De tempos em tempos o meu círculo de amizades mudava. E isso era muito comum. E foi numa destas mudanças que conheci a Marcela e o seu noivo, o Paulo.
Fui apresentado a eles por um amigo comum em um barzinho. Nada demais não fosse a exuberância da Marcela, que fez com que todos os homens ficassem de boca aberta, inclusive fazendo com que suas mulheres e namoradas notassem e passassem a querer matá-los (e matar a Marcela também).
Ficamos no barzinho até 4:00hs da madrugada. No final estávamos apenas o Paulo, a Marcela, eu e minha mulher, Eliane. Por incrível que pareça, as duas se deram muito bem e praticamente conversaram a noite toda. Demos carona ao casal. A Marcela ficou em uma casa linda, enorme, em um bairro nobre da cidade em que morávamos.
O Paulo, por coincidência, morava no mesmo bairro que nós, mais distante uns 10 quarteirões do nosso apartamento. Fomos embora. No dia seguinte, por volta das 13:00hs, fomos acordados por um telefonema do Paulo, nos convidando para um churrasco em sua casa, à beira da piscina. Minha mulher, que era louca por água, não titubeou e aceitou no ato, o que gerou uma briga entre nós, já que eu detestava não discutir tudo o que nos envolvia. Eu não admitia que tomassem por mim decisões que envolviam os dois. Levamos mais de meia hora na pendenga, mas acabei aceitando, mais para encerrar a discussão que por qualquer outra coisa.
Eu nem me lembrava que encontraria aquela mulher pela frente. Na realidade até foi bom. Já estava com o saco cheio dos rolos em que eu me metia e me dava mal. Quando chegamos havia, além do Paulo, a Marcela e nós, mais três casais. Todas as mulheres estavam de biquíni. Mas nada demais. Corpos normais, pessoas normais.
Acho que a minha libido é que estava em baixa, porque não senti tesão por nenhuma delas, o que seria normal em um cara louco por sexo como eu. Nem a Marcela me chamou a atenção, apesar dos seus predicados: cabelos compridos e lisos até a cintura, olhos negros, boca carnuda, seios grandes que me pareceram meio molinhos, mas não caídos, bunda arrebitada, pernas longas que justificavam seus 1,70m de altura. Mas o biquíni dela mais escondia que mostrava. A parte de baixo era grande, de cintura alta, e a de cima também era grande. Era quase um sutiã. Não entendi porque uma mulher linda como aquela não mostrava mais daquele corpo maravilhoso. Não era por conta do noivo, que se mostrava um cara aberto, sem preconceitos, mas não liberal, o que deixou claro naquelas conversas nas quais apenas os homens fazem.
O churrasco estava monótono e ficou pior quando deu a hora do jogo na TV. A cambada de homens se enxugou rápido e correu para dentro da casa. Algumas mulheres os seguiram. Ficamos somente eu, a Eliane e a Marcela, todos tomando sol. Foi aí que conversamos mais.
Ela contou que estava de casamento marcado para o início do ano seguinte, no mês de fevereiro, antes do Carnaval. Falou de trabalho e coisas assim. Quando o primeiro tempo do jogo acabou, o Paulo foi nos buscar, mas apenas a Eliane entrou para comer alguma coisa. Eu juntei as coisas para ir embora e foi aí que tudo começou a mudar. Quando fiz menção de me levantar, a Marcela me pegou pelo braço e disse que não fosse: - Jaime, se você for embora este churrasco vai perder a graça! Principalmente para mim! - ela falou, com a voz baixa e suave.
Fiquei espantado e perguntei: - Por que principalmente para você? Ela não teve tempo de responder, pois minha mulher já estava voltando. Depois de algum tempo o Paulo e a Marcela foram nos levar até a porta.
Ele fez questão de marcar uma visita à minha empresa de informática, porque queria usar os meus serviços no supermercado que ele tinha. No dia seguinte ele apareceu lá, conversamos muito e fui visitar o supermercado dele. Fiz um projeto e iniciamos a implantação de um ousado esquema de informática para ele.
A amizade entre os dois e eu e minha mulher foi crescendo, a ponto de nos visitarmos com frequência nas semanas seguintes. Nas segundas-feiras, quando a minha mulher viajava para fazer pós-graduação em uma cidade vizinha, eu costumava ficar em casa logo depois do almoço para assistir vídeos pornôs sossegado e bater as minhas punhetas.
Mas teve uma segunda-feira em que isso não foi possível, porque a campainha tocou. Praguejei, porque eu tinha certeza que era a minha cunhada folgada ou o meu sogro neurótico. Mas me enganei. Era a Marcela. Quando ela entrou eu quase tive um troço.
Ela estava de vestidinho solto, daqueles bem levinhos, todo florido, de cabelos amarrados em rabo-de-cavalo e sandalinha baixa. Ela parecia mais uma adolescente. Somente neste momento me dei conta de que a Marcela tinha apenas 20 anos e se casaria com o Paulo, que tinha 32.
É que, fora o churrasco que participamos e que ela estava de biquíni, eu tinha visto ela somente com roupas sociais ou "de sair", como se dizia por aqui, quando eles iam na nossa casa ou nos recebiam na dela ou na dele.
A Marcela perguntou pela Eliane e eu disse que ela tinha ido viajar, como ela fazia todas as segundas-feiras e conforme minha esposa havia dito a ela mesma, Marcela, que o faria quando fomos juntos ao cinema no dia anterior, domingo.
A Marcela se desculpou por ter se esquecido. Ela havia ido pedir opiniões à minha mulher sobre uma série de roupas que ela havia comprado. Ela parou de repente e perguntou: - Você se importaria de perder alguns minutos dando a sua opinião sobre as roupas que comprei?
Achei muito estranho, mas aceitei. E arrependi-me em seguida, quando ela puxou detrás da porta ainda aberta do apartamento duas sacolas enormes. Ela foi para o quarto e voltou em seguida vestindo um conjunto de minissaia e mini-blusa.
Neste momento me deu um start e eu lhe disse: - Marcela, se o Paulo ou a Eliane souberem que você me mostrou este conjuntinho minúsculo aqui em casa, sem ninguém, vai ser um deus-nos-acuda!! Vai dar pau!! - eu falei rindo.
Ela pensou bem e concordou, mas pediu para experimentar apenas mais uma roupa que ela tinha comprado. E ela queria a opinião de um homem nesta peça, porque ela havia comprado para surpreender o Paulo. Quando ela voltou do quarto eu quase tive um troço. Ela estava vestida com o menor biquíni que eu já havia visto na terra.
Nem quando o fio-dental estava na moda eu havia visto algo semelhante. Não que fosse menor que o fio dental, mas porque era o mais sensual que meus olhos tiveram a oportunidade de ver. O biquíni era de crochê branco. A parte de cima quase não conseguia sustentar os grandes seios da Marcela, porque apenas tampavam os bicos.
Todo o resto do seio ficava de fora. Era um conjunto de cores morenas e brancas que estavam me levando à loucura. Na parte de baixo, atrás, era quase todo enterrado no reguinho.
Na frente, era um triângulo pequeniníssimo. De repente meus olhos bateram em algo que me alucinou: os pêlos da buceta da Marcela saíam para os lados. Pude ver na hora que ela não depilava aquela buceta há pelo menos uns seis meses.
Ela notou meus olhares e ficou vermelha. Nesta hora ela correu para o quarto e eu fui atrás. Ela se virou e pediu desculpas: - Perdão, Jaime, eu havia me esquecido deste detalhe. É que quase nunca me depilo nas virilhas. Por isso uso biquínis grandes quando tem gente por perto. Meu deus, como eu vou fazer agora? Quero tirar o forro para ficar mais excitante, mas terei que me depilar.
Quase a agarrei naquele momento, não fosse a própria Marcela me empurrar do quarto e fechar a porta para se trocar. Pensei que era ilusão da minha parte e que ela realmente havia ido em casa para mostrar as roupas para a Eliane. Ela saiu e se despediu para ir embora, não sem antes deixar uma brecha:
- Vou aproveitar este sol e estreiar o biquíni novo hoje. Pena que o Paulo viajou e chega somente no final de semana. E hoje ainda é segunda-feira!! - ela disse foi embora.
Eu corri para o banheiro para bater uma punheta pensando naquela mulher maravilhosa que parecia que queria dar para mim. No final da semana seguinte saímos juntos. Pude ver o que o sol havia feito com o corpo da Marcela. Ela estava moreníssima.
O efeito que o biquíni novo havia feito no Paulo ele mesmo me contou: - Jaime, você não vai acreditar. Viajei esta semana toda e quando voltei a Marcela havia me preparado uma surpresa!! Está vendo como ela está morenona? Pois ela comprou um biquíni pequeniníssimo, de crochê. Cheguei ontem e já fomos direto para minha casa. Você não imagina o tesão que ela ficou com aquele biquíni. Não aguentei. Esqueci até da putona que comi na viagem, que era uma delícia e fez coisas malucas comigo. Cara!! Mandei bala na Marcela de jeito mesmo!!!
Aquela confidência me deixou confuso. Achei que os dois estavam armando para mim. Talvez quisessem realizar a fantasia de ter mais um homem na cama com eles e haviam me escolhido. Isso não seria nada mal, mas preferia que fosse somente a Marcela.
Mas tirei isso logo da cabeça, porque a Marcela sequer me olhou a noite toda e o Paulo não voltou mais a falar no assunto. Na segunda-feira seguinte eu estava na minha empresa, prestes a sair para cumprir meu ritual de punheta em frente à TV, quando tocou o meu celular e era a Marcela:
- Jaime, você pode me ajudar? É que a piscina em casa está lotada hoje, porque tem festa do meu sobrinho e estão arrumando tudo lá, e eu queria tomar um solzinho hoje à tarde, para aliviar da prova ferrada da faculdade. É que o Paulo deixou a chave da casa dele comigo antes de viajar, mas não consigo abrir a porta.
Eu disse a ela que eu iria para lá logo e me mandei, deixando a secretária com a incumbência de anotar todos os recados, porque talvez eu não voltasse tão cedo. Cheguei e aquela morena linda, de cabelos compridíssimos, estava sentada na soleira da porta. Realmente a porta não abria de jeito nenhum.
Tive que buscar óleo de máquina de costura que eu tinha em casa, colocar na fechadura para poder abrir. Já dentro da casa a Marcela fez questão que eu ficasse mais um pouco. Nisso correu para o quarto, se trocou e voltou com o biquíni de crochê.
Meu deus, eu ia ficar louco. A diaba não havia se depilado e tinha tirado o forro do maldito biquíni. Assim, a mata de pêlos que tinha na xana dela estavam todos saindo pelos lado e pelos buraquinhos dos pontos do crochê. Ela nem se preocupou, foi até a geladeira pegar suco e voltou.
Nesta hora eu já havia me decidido: - Marcela, preciso conversar com você. Eu não estou aguentando mais ver você desfilando por aí com este biquíni. Primeiro foi lá em casa e agora aqui. Parece que você faz isso exclusivamente para mim. Eu estou ficando louco. - eu disse olhando-a nos olhos.
- Naquele churrasco que fomos na sua casa você pediu que eu não fosse embora, porque ia tudo ficar chato, sem graça, principalmente para você. Mas quando nos encontramos em outros lugares parece que você nem nota a minha presença. Você quer me deixar louco? - eu continuei.
[Não deixe de ler o restante em: Enrabando a noivinha - Parte II - Final]
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